quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Dia 4 (30JUL14) - Torre Pellice - Pramollo


A 4ª etapa tinha previsto um percurso com 70 quilómetros, com um acumulado de 3,158 e a organização estipulou com tempo estimado para concluir a etapa de 8 horas e um tempo máximo de 12 horas.
No briefing a organização chamou a atenção de que os primeiros quilómetros de alcatrão seriam muito duros, porque a estrada tinha uma inclinação por volta dos 25 % e que os últimos quilómetros do primeiro topo (Rifugio Barant) seriam demolidores.
Depois Etapa tinha um portão ao km 40, que fechava às 13 horas e por isso os atletas tinham que ter cuidado para não chegar depois da hora, porque se não já não podiam continuar a etapa.


A partida para a etapa foi de modo diferente do habitual, os atletas saíram individualmente começando pelo último atleta. Eu saí mais ao menos 30 minutos depois do primeiro, e fui fazendo a etapa ao meu ritmo.
Os primeiros 27 quilómetros eram sempre a subir e por volta do km 10 surgiu um troço de alcatrão com uma inclinação de 25 %, que obrigava os atletas a um grande esforço físico. Por volta do km 17 o meu pedal esquerdo estragou-se e fiquei praticamente só com um pedal. A partir desse momento foi tentar não perder muito tempo até chegar ao cume, fazendo muitos quilómetros a pé, apenas dava para montar onde o percurso não era  muito inclinado.
Quando cheguei ao topo (km 27), surgia a descida até ao km 40, mas como o pedal esquerdo não dava muito apoio, tive de fazer a descida a um ritmo muito baixo para evitar cair.
Felizmente ao km 40, existia uma pequena assistência mecânica e por sorte eles tinha uns pedais compatíveis com os meus clicks (SPS). Trocaram-me os pedais e a partir desse momento, tive de tomar um ritmo mais vivo para compensar o tempo perdido até ao momento.
A segunda subida tinha cerca de 8 km, mas a inclinação da mesma era tão grande, e nalguns troços tinha terra remexida das máquinas, o que originou a que os últimos km fossem feitos com a bike as costas, e os últimos metros antes de atingir o topo (Col Giulian - 2400 metros de altitude), nem trilho havia, cada atleta escolhia o caminho para chegar ao topo.
Fotos da subida.





 A parte final da subida.



 Os ultimos 500 metros até chagar ao topo.

Quando cheguei ao topo o trilho a descer era muito pior que o que tinhamos apanhado a subir.
Nesta foto eu sou a atleta que vai na frente.
Depois de passar este calvário, cerca de uma hora, chegamos a uma estancia de ski, que nos transportou de uma altitude de 1400 metros para os 2500 metros para depois continuar a etapa.
Fotos da subida no teleférico.

  







Aproveitei a viagem do teleférico para comer e beber, pois quando saísse do teleférico o percurso era a subir.
Depois de sair do teleférico, surgiu uma subida que nalguns sítios nem trilho havia, e todo o percurso (cerca de 3 km) foi feito todo praticamente com a bike as costa.
Depois do km 55, o gráfico indicava que até à chegada cerca do km 70 era sempre a descer, mas mais uma vez o gráfico não correspondia a verdade, e por isso surgiram algumas subidas muito técnicas que obrigavam os atletas a ter que percorrer alguns km com as bikes as costas.
No final da etapa estava um pouco cansado e desgastado, fruto da dureza extrema da etapa e por ter andado muitos km a pé devido ao problema do pedal que tive.
Local da chegada onde iriamos pernoitar.



No final da etapa fiz 77 km em 09H43 minutos, com um acumulado de 5551 D+.
Registo dos meus dados do relógio Garmin.Registo dos meus dados
De salientar que o jantar foi fornecido pela população da vila e por isso tivemos um jantar com direito a dois pratos, fruta, bolo e um chocolate. A comida era tanta que tive alguma dificuldade em comer tudo.

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