A 4ª etapa tinha previsto um percurso com 70
quilómetros, com um acumulado de 3,158 e a organização estipulou com tempo
estimado para concluir a etapa de 8 horas e um tempo máximo de 12 horas.
No briefing a organização chamou a atenção de que
os primeiros quilómetros de alcatrão seriam muito duros, porque a estrada tinha
uma inclinação por volta dos 25 % e que os últimos quilómetros do primeiro
topo (Rifugio Barant) seriam demolidores.
Depois Etapa tinha um portão ao km 40, que
fechava às 13 horas e por isso os atletas tinham que ter cuidado para não
chegar depois da hora, porque se não já não podiam continuar a etapa.
A partida para a etapa foi de modo diferente do habitual,
os atletas saíram individualmente começando pelo último atleta. Eu saí mais ao
menos 30 minutos depois do primeiro, e fui fazendo a etapa ao meu ritmo.
Os primeiros 27 quilómetros eram sempre a subir e
por volta do km 10 surgiu um troço de alcatrão com uma inclinação de 25 %, que
obrigava os atletas a um grande esforço físico. Por volta do km 17 o meu pedal
esquerdo estragou-se e fiquei praticamente só com um pedal. A partir desse
momento foi tentar não perder muito tempo até chegar ao cume, fazendo muitos quilómetros
a pé, apenas dava para montar onde o percurso não era muito inclinado.
Quando cheguei ao topo (km 27), surgia a descida
até ao km 40, mas como o pedal esquerdo não dava muito apoio, tive de fazer a
descida a um ritmo muito baixo para evitar cair.
Felizmente ao km 40, existia uma pequena assistência
mecânica e por sorte eles tinha uns pedais compatíveis com os meus clicks
(SPS). Trocaram-me os pedais e a partir desse momento, tive de tomar um ritmo
mais vivo para compensar o tempo perdido até ao momento.
A segunda subida tinha cerca de 8 km, mas a
inclinação da mesma era tão grande, e nalguns troços tinha terra remexida das máquinas,
o que originou a que os últimos km fossem feitos com a bike as costas, e os últimos
metros antes de atingir o topo (Col Giulian - 2400 metros de altitude), nem
trilho havia, cada atleta escolhia o caminho para chegar ao topo.
Fotos da subida.
Os ultimos 500 metros até chagar ao topo.
Quando cheguei ao topo o trilho a descer era muito pior que o que tinhamos apanhado a subir.
Nesta foto eu sou a atleta que vai na frente.
Depois de passar este calvário, cerca de uma hora, chegamos a uma estancia de ski, que nos transportou de uma altitude de 1400 metros para os 2500 metros para depois continuar a etapa.
Fotos da subida no teleférico.
Aproveitei a viagem do teleférico para comer e
beber, pois quando saísse do teleférico o percurso era a subir.
Depois de sair do teleférico, surgiu uma subida
que nalguns sítios nem trilho havia, e todo o percurso (cerca de 3 km) foi
feito todo praticamente com a bike as costa.
Depois do km 55, o gráfico indicava que até à
chegada cerca do km 70 era sempre a descer, mas mais uma vez o gráfico não
correspondia a verdade, e por isso surgiram algumas subidas muito técnicas que
obrigavam os atletas a ter que percorrer alguns km com as bikes as costas.
No final da etapa estava um pouco cansado e
desgastado, fruto da dureza extrema da etapa e por ter andado muitos km a pé
devido ao problema do pedal que tive.
Local da chegada onde iriamos pernoitar.
No final da etapa fiz 77 km em 09H43 minutos, com um acumulado de 5551 D+.
Registo dos meus dados do relógio Garmin.Registo dos meus dados
De salientar que o jantar foi fornecido pela população da vila e por isso tivemos um jantar com direito a dois pratos, fruta, bolo e um chocolate. A comida era tanta que tive alguma dificuldade em comer tudo.











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